A ORIGEM DA FESTA DE CORPUS CHRISTI

 

Nós não precisamos dos milagres eucarísticos para acreditar [na presença real de Jesus na Eucaristia]. A nossa fé nos leva a afirmar: “Basta para nós a Palavra de Deus e a palavra da Igreja a respeito”. A Igreja jamais duvidou da presença real de Jesus na Eucaristia. São mais de dois mil anos de Celebração Eucarística. No entanto, Deus gosta de se revelar também por meio de “sinais”, como esses dos milagres eucarísticos.

Em 1970, o Papa autorizou alguns cientistas a analisarem o milagre eucarístico de Lanciano. Esses estudiosos chegaram a algumas conclusões: a Carne e o Sangue encontrados no milagre eucarístico de Lanciano são Carne e Sangue humanos. A Carne é do tecido muscular do coração, do miocárdio (e isso nos diz muito, pois estamos para celebrar a festa do Sagrado Coração de Jesus dentro de alguns dias). O Sangue encontrado é do tipo “AB”, muito comum entre o povo judeu; e é compatível com o Sangue encontrado no Santo Sudário de Turim, ou seja, é o mesmo Sangue. E a Carne e o Sangue são de uma Pessoa “viva”, isto é, que vive atualmente; e o Sangue é como se tivesse sido retirado de alguém vivo naquele momento. E esse milagre aconteceu há mais de 1.300 anos! E a amostra de Sangue examinada é semelhante a de uma amostra retirada de alguém vivo hoje e não de alguém que morreu por volta do ano 700! Que coisa maravilhosa!
 

Deus não é para ser entendido, é para ser adorado!
Foto: Sávio Gabatel

 

Ao final do relatório conclusivo os cientistas escreveram: “E o Verbo se fez carne!” Muitos não se aproximam da Eucaristia por ceticismo. Algumas pessoas insistem em não acreditar na Eucaristia, pensando: “Como pode este pedacinho de pão ser Deus?”. Essas pessoas esquecem que se Deus só fizesse o que é possível, Ele não seria Deus! Ele é Deus exatamente porque somente Ele pode realizar o impossível.

Certa vez, Santo Agostinho caminhava pela praia meditando sobre o mistério da Santíssima Trindade. Então ele encontrou um menino cavando na areia e tentando colocar a água do mar dentro do buraco. Ele perguntou ao garoto o que ele estava fazendo. E este respondeu que estava tentando colocar o mar dentro daquele buraquinho. Santo Agostinho respondeu-lhe que o mar não cabia dentro daquele buraco e recebeu como resposta do garoto: “É mais fácil eu colocar o mar aqui dentro deste buraco do que você tentar colocar o mistério da Santíssima Trindade dentro da sua cabeça!”. E o grande santo da Igreja desistiu da ideia de “entender” a Deus.

Meus irmãos, Deus não é para ser entendido, é para ser adorado! Nós não conseguimos entender ao Todo-poderoso. Mas saiba que o mais importante para nós é adorá-Lo!

No capítulo seis do Evangelho de São João, encontramos a narração do discurso de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o Pão da Vida. É um capítulo longo, mais de setenta versículos e começa com o milagre da multiplicação dos pães. Hoje em dia, existe uma corrente liberal em nosso meio que nega esse milagre [da multiplicação dos pães]. Fala-se sempre em “partilha”. Dessa forma, tenta-se esvaziar o milagre de Jesus. Não foi simplesmente uma partilha, na qual cada um foi repartindo o que possuía. Eu pergunto: “E quanto aos doze cestos que sobraram?” Entenda que não havia pão ali; se houvesse pão, os discípulos não teriam dito a Jesus que tinham somente cinco pães e dois peixinhos. Criar é tirar do nada, é não usar matéria-prima. Cristo matou a fome daquela multidão ao mostrar a Sua divindade e tirar do nada pão para saciar a fome daquelas pessoas.

Quem comunga se torna um “cristóforo”, ou seja, um portador de Cristo
Foto: Sávio Gabatel

Logo depois da multiplicação Jesus Cristo realiza outro milagre: Ele caminha sobre as águas. Pedro tenta caminhar sobre as águas também. Mas sente medo ao ouvir o barulho do mar agitado e do vento. Quando começa a se afogar, o apóstolo é salvo pelo Mestre, que o chama de “homem de pouca fé”. Também nós afundamos “no mar agitado da vida”, quando tiramos os olhos de Jesus e nos assustamos com o barulho ao nosso redor. Não podemos ser homens e mulheres de “pouca fé”! Depois disso, o Senhor faz o discurso sobre o Pão da Vida. E as pessoas não entendem o que Ele diz. Muitos O abandonaram ao ouvir “que tinham que comer da Sua Carne e beber do Seu Sangue para ter a vida eterna”. Pensavam que se tratava de canibalismo... E Cristo pergunta a Seus discípulos se eles queriam abandoná-Lo também.

Pedro, então, professa a sua fé no Cristo. Aqueles homens que viram o Senhor multiplicar os pães e O viram caminhar sobre as águas agora professavam a sua fé n'Ele. Com isso, o Messias nos ensina que, ao multiplicar os pães, Ele é o Senhor do pão: o pão lhe obedece! Ao andar sobre as águas, Ele nos revela que Ele tem poder de fazer o que bem entende de Seu Corpo físico.

A Hóstia Consagrada é Nosso Senhor Jesus Cristo! Entenda isso! Aquele “branco” da Hóstia é o Corpo de Nosso Senhor! “Por que Jesus se 'esconde' na Hóstia?” nós nos perguntamos. Veja: nenhum de nós pode ver a Deus como Ele o é em Sua glória, porque a nossa natureza não suportaria tamanha glória, tamanha grandeza! Daí, em Sua infinita bondade, Jesus mostra-se na Hóstia Consagrada, como Sacramento do Amor, a cada um de nós, para nos fazer companhia. Pois “Sem mim nada podeis fazer” diz Jesus. Nada, nada, podemos fazer! É necessário permanecer no Senhor. E é Ele mesmo quem nos revela: “Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e Eu nele”. Ao comungarmos, o Senhor se torna a nossa bandeira, a força de nossa vida!

No século II, na Alexandria, no Egito, existiu um santo chamado São Cipriano. E é ele quem nos ensina que quem comunga se torna um “cristóforo”, ou seja, um portador de Cristo. Quando você comunga saiba que, para onde você for, Jesus vai junto.

 

 

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